
Depois de tanto investigar, cobrar explicações, ligações, enfim, eis a entrega do elevador portátil para o Christian.

Lucas Rivas, Marcia Dihl e Vanessa Schneider
Christian Muller tem 14 anos e é um menino especial. A deficiência que o impede de se locomover sozinho, foi diagnosticada quando ele tinha apenas nove meses. Mesmo assim o garoto não admite ficar parado: pela manhã, faz aulas de natação, teatro e ainda brinca com os amigos. Dificuldade só tem encontrado onde menos se espera: no colégio onde cursa a sétima série. O primeiro obstáculo se apresenta logo na entrada da Escola Municipal Wenceslau Fontoura, no bairro Mário Quintana, zona norte de Porto Alegre. Christian precisa ir até a metade da quadra para poder subir na calçada, e então dirigir-se até o portão, pois na frente da escola não há rampas ou calçada adaptada. O local é bastante íngreme para um cadeirante descer ou subir. E as dificuldades não param por aí.
Desde o ano de 2010, ele não consegue assistir às aulas de informática no laboratório temático da disciplina, localizado no segundo andar. Enquanto seus colegas se deslocam para o segundo piso, Christian permanece na biblioteca, que fica no andar térreo. E como vencer desafios faz parte da sua história de vida, o computador que ele utiliza está danificado.
Christian sempre teve que ser carregado nos braços pela mãe ou professores para subir ao segundo andar do prédio para receber as aulas das demais disciplinas juntamente com os seus colegas, porém, conforme a mãe do garoto, ele já está pesado e fica difícil para ela e para os professores o levarem até o segundo piso. O menino lembra bem do dia em que a situação ficou insuportável: “uma professora minha estava descendo comigo pelas escadas, o chinelo dela deslizou no degrau e ela foi caindo na escada me segurando para não me deixar cair”, lembra o estudante. “Não é pelo computador, pois tenho um em casa, eu sinto falta é da folia e a integração com os colegas em sala de aula. Aprender sozinho eu até aprendo, mas não é a mesma coisa, eu sinto falta de estar na sala de aula com os meus colegas, tendo aula no laboratório. Antes eu ficava constrangido por eles terem que descer e ter aula lá embaixo por minha causa, mas hoje sei que eles fazem para me ajudar” desabafa Christian.
Conforme a mãe de Christian, Ângela Muller, 50 anos, a Secretaria Municipal de Educação chegou a cogitar a possibilidade de trocá-lo para outra escola, mas isso não ocorreu. “Uma pessoa da Secretaria Municipal de Educação falou que já que a escola não tem acessibilidade, havia a possibilidade de trocar ele para outro colégio que tivesse adaptado. Nem eu e nem o Christian gostamos da proposta. Ele iria perder todos os coleguinhas que têm desde a pré-escola e os professores, além de ser longe da minha casa. Não é ele que tem que trocar de escola e se adaptar a ela e sim a escola tem que se adaptar à ele. É um direito dele”, enfatiza.
E não é por falta de recurso que um elevador não foi construído. Conforme a diretora da escola Denise Melo, em maio deste ano, foi depositado na conta da instituição, uma verba extra dada pela Prefeitura de Porto Alegre no valor de 29 mil reais para a construção de um ascensor. Christian passou todo ano de 2011 sem poder subir ao segundo andar para ter aula no laboratório de informática junto aos demais colegas. Passados seis meses, desde o depósito, a Secretaria de Educação do Município confirmou que a instalação do elevador móvel vai começar no dia nove de dezembro.“Meu filho começou as aulas em março e passou o ano inteiro sem ter aulas de informática com os colegas dele, agora está chegando o final do ano, as aulas vão terminar, e fico na esperança de que no ano que vem tudo se ajeite.” reclama a mãe de Christian. Conforme a diretora, o valor da licitação para a compra do elevador foi de R$ 15.500,00, e o dinheiro que sobrou na conta da escola a Prefeitura ainda vai decidir o que fazer.
A demanda de denúncias por melhores condições vem aumentando nos últimos anos junto a Promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público Estadual. Para a promotora Synara Buttelli, algumas instituições não estão respeitando a Resolução Nº 008, do Conade, de 20 de junho de 2001, que recomenda à inclusão da Pessoa Portadora de Deficiência, no sistema regular de ensino.
A Promotoria classifica como “muito ruim” a acessibilidade nas escolas de Porto Alegre. Por isso, Synara Butelli promete abrir um expediente especifico para apurar as possíveis irregularidades na Escola Wenceslau Fontoura e se necessário penaliza-la. “Vamos verificar a situação atual desta instituição e seremos ainda mais rígidos se confirmarmos que repasses foram feitos sem serem aplicados na escola. Caso contrário o município poderá ser denunciado”, alerta.
Segundo a promotora, cerca de 15 escolas, entre municipais e estaduais foram fiscalizadas em Porto Alegre pelo Ministério Público somente neste ano. Na maioria dos casos, elevadores, rampas, e classes especiais foram adaptadas nos prédios sem a necessidade de intervenções judiciais. “Em várias escolas os reparos foram realizados de formas administrativas, somente através de cobranças diretas às secretarias de Educação”, explica.
Com aproximadamente 300 colégios espalhados pela capital, o órgão pretende regionalizar a fiscalização junto às escolas para inspecionar melhor todas estas instituições.
A rede pública municipal de ensino tem 55 mil alunos matriculados, destes, cerca de 5% tem algum tipo de deficiência. Segundo a assessoria de imprensa da Smed, não há levantamento de quantos estudantes são cadeirantes.
De acordo com o Censo 2010, o Rio Grande do Sul conta com quase 1,2 milhão de estudantes. Na rede estadual, aproximadamente 4 mil alunos apresentam alguma deficiência como: visual, baixa visão, surdez, deficiência auditiva, deficiência física e múltipla. Mais 13 mil estudantes possuem apenas alguma espécie de deficiência intelectual.
O secretário da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social de Porto Alegre, Paulo Brum, admite que a atenção aos estudantes deficientes ainda é muito baixa. “Até pouco tempo atrás, os projetos que envolviam a acessibilidade nas escolas passavam longe das discussões. Algumas escolas até conseguiram incluir a acessibilidade, mas muita coisa ainda deve ser feita nesta área”, lamenta.
Conforme a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), somente 20% das escolas estaduais gaúchas contam com recursos para contemplar alunos que possuem algum tipo de deficiência. Os números são estimados pela própria Secretaria.
Uma das escolas beneficiadas por este recurso também está localizada na capital gaúcha e serve de modelo quando o assunto é acessibilidade escolar. Segundo a Smed, foram investidos cerca de R$ 350 mil em obras ou equipamentos distribuídos aos alunos com deficiência. Desde 2006, o colégio Marcirio Loureiro Goulart, localizado na zona sul da capital, conta com um elevador, que conduz os alunos e professores com dificuldades de locomoção e usam cadeiras de rodas. Além de banheiros masculino e feminino adaptados e da rampa de acesso na entrada do colégio.
Alisson Martins Cunha, 14 anos, é um dos estudantes que se desloca facilmente entre os corredores do prédio. “Eu gosto muito de estudar, poder vir no colégio e estar com meus colegas” resume sorridente aluno. A vice-diretora, Maria do Carmo Santos, ressalta que a criança com necessidades especiais que tem rampas de acesso, banheiros adaptadas, elevadores tem melhor rendimento em sala de aula. “Ajuda no aprendizado, na auto-estima desse aluno que se sente mais integrado no ambiente escolar’.
O diretor do Departamento Administrativo da Secretaria Estadual da Educação, Cláudio Sommacal, explica que os recursos, projetos e reformas destinados a acessibilidade começaram a crescer há cerca de cinco anos. “A Seduc intensificou a adaptação nas escolas, depois que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) determinou, em 2007, a construção de prédios com inclusão a acessibilidade”, explica. São 314 projetos em andamento que visam a instalação de corrimãos, rampas, elevadores, pisos especiais, banheiros adaptados, entre outros. Para readequar as instituições, a secretaria esclarece que as solicitações e execuções de obras devem ser realizadas junto as coordenadorias educacionais ou através do Ministério Público, Justiça, ou ainda pelo Conselho Estadual de Educação.
** No fechamento desta matéria a assessoria de imprensa da Smed comunicou a reportagem que o elevador móvel será entregue no dia 09/12 a Escola Wenceslau Fontoura.
Depois de tanto investigar e questionar, podemos dizer que o nosso dever foi cumprido. Mostramos que podemos fazer a diferença, sim. Ficamos no pé de quem realmente precisava, questionamos, denunciamos, revelamos, destacamos, enfim, fizemos o nosso trabalho de jornalistas. Fomos atrás da informação e colocamos ela em pauta. Ajudamo não só o Christian, mas também como outras crianças. Um alerta foi dado para que as escolas de Porto Alegre possam, tão breve, deixá-las adaptadas e acessíveis para todos!!
Há 10 anos, investir na bolsa de valores era para quem realmente tinha uma grande quantia de dinheiro. Somente grandes empresários estavam dispostos a arriscar em ações. Porém, atualmente, estudantes, pequenos empresários, profissionais liberais e outros profissionais, sem formação específica na área, já estão acompanhando o "sobe-e-desce" das ações.
Hoje, nas bolsas de valores são negociados títulos emitidos por empresas com capitais públicos, mistos ou privados. Estas ações são títulos que representam pequenas parcelas de uma empresa. Neste caso, o comprador torna-se um pouco dono e passa a ter direito aos lucros obtidos. Mas, essa porcentagem é bem baixa, portanto o comprador não pode ter o direito de opinar nas questões da empresa.
Os jovens em todo o mundo nascidos entre 1980 e 1999 constituem a denominada geração Y. Esta é a primeira geração que se sente totalmente confortável com a tecnologia. Com a popularização da bolsa de valores, e a facilidade de investir, os jovens, pouco a pouco, estão desmistificando este tipo de investimento.
Há três anos o estudante de economia Leonardo Recamonde da Rocha, 23 anos, atua no mercado de ações, e conheceu a bolsa de valores através de seu pai, porém só decidiu investir depois de obter mais conhecimentos. Para ele a bolsa é a melhor opção para investimentos. “Em 2004 fui apresentado ao mercado, mas não dei muita bola por que era muito novo. Percebi que é capaz de gerar ganhos ilimitados, diferente da medicina que era o que eu queria fazer antes de entrar na faculdade de economia.”, relata o estudante.
Segundo dados da BM&FBovespa, no passado, o público que mais cresceu na Bolsa de Valores de São Paulo foi o de jovens entre 18 e 25 anos. Enquanto o número total de pessoas registradas no mercado de ações brasileiro subiu 10%, o público jovem saltou 20%, passando a 36,7 mil. No site da BM&FBovespa o possível investidor terá maiores informações e instruções passo a passo de como investir na bolsa até ao rumo da sua conquista.
“O jovem investidor tem que ter muita paciência para investir na bolsa de valores, pois é uma aplicação que o resultado aparecerá a longo prazo” afirma o economista e professor da Pontifícia Universidade Católica, Celso Pudwel. O professor ainda aconselha aos jovens investidores a investirem no Tesouro Direto.” Com 100 reais é possível iniciar uma aplicação em um título público e ainda acompanhar as transações pela internet, ou seja, é fácil, com baixo custo e alta rentabilidade”, destaca o economista.
E de um objetivo passou para uma conquista. O professor de inglês Jonathan Guilherme da Silva, 29 anos, passou uma temporada de 6 meses na Europa no ano passado por conta de seus investimentos em ações. Jonathan não fez nenhum curso para investir na bolsa, no entanto leu muito a respeito sobre o mercado de ações. Ele tinha um objetivo a cumprir: ganhar dinheiro fácil e viajar. “Comecei a investir sabendo dos riscos que corria, mas mesmo assim apliquei. Em 2004 o mercado estava favorável e comecei investindo em torno de R$ 1.200,00.” lembra o professor, que na época era estudante.
Engana-se quem pensa que o professor de inglês ficava controlando os indicadores todos os dias. “Eu investi na Petrobras e na Vale, então semanalmente eu dava uma olhada como estava a aplicação, conforme o meu feeling eu verificava, deixava correr”, diz o jovem investidor. Quanto ao retorno do investimento para então embarcar para a sua tão esperada viagem demorou cerca de três anos. “Meu retorno demorou, mas tive paciência, pois com o dinheiro que eu conquistei eu viajei por vários países da Europa.” recorda o professor que está esperando o momento certo para investir novamente na bolsa.
Para o jovem gerente da TBCS Investimentos, Bernardo Reckziegel, 25 anos e também investidor na bolsa, as perspectivas de retorno da aplicação é elevado, porém ao longo prazo, e com uma ilimitada possibilidade de estratégias. “Não existe valor mínimo para ivestir na bolsa, mas dependendo dos valores que você tem disponível os investimentos recomendados seriam diferentes devido aos custos”, opina Reckziegel.
Corretoras que podem ajudar você a investir:
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É, tenho o sangue latino. Quando ouço uma bela viola tocando ritmos flamencos, ouvindo o cantaor e vendo o bailaor, o meu sangue, as minhas veias, algo que tem na minha energia, ferve, fala , muito alto, eu diria bem alto. Fico e sinto que soy otra persona o talvez seja eu mesma em momentos livres e volantes. Isso é maior que eu. Hoje identifico que tenho que explorar mais o meu lado espanhola. E estou trabalhando nisso!!! Mas sei que meu sangue latino não para por aí.
Gosto de ouvir um bom tango, me encanta Piazzola e me embala (libertango), me deixa sentir a música, pois então, e isso acontece no tango. No ritmo da salsa, em um Pop latino, em um rock Argentino, um som uruguaio ( Drexler querido), enfim, quem me conhece sabe que gosto de música e a música me faz sentir delirante e o meu sangue latino em alguns momentos borbulhantes.
Gosto de música, gosto de descobrir novos sons, novas harmonias, ritmos e timbres que despertem em mim o gosto de querer ouvir mais vezes a mesma música e algumas ouço no “repeat” vezes.
Ouvindo Flamenco me liberto.
Ouvindo Tango me desperto.
Ouvindo Rock clássico me descubro
Ouvindo a boa música fico muda, livre, desperta, forte e viva!


Quem são as pessoas que fazem a Feira do Livro acontecer e ninguém vê? Ao buscar a resposta para esta pergunta, eu encontrei histórias emocionantes.
Conheci o Carlinhos, uma pessoa imprescindível na feira e que está há quase 30 anos, conheci o Bruno, grande figura e o braço direito do Carlinhos e do Eduardo (engenheiro responsável pela infraestrutura há 12 anos) e a Cléa, a voz da Feira. Uma pessoa maravilhosa e simpática. Conversei com seguranças, o pessoal da infraestrutura, o pessoal do setor de autógrafos, de informações, o pessoal da limpeza e organização, enfim, muita gente. Mas como o tempo do boletim é muito curto, três trabalhadores fizeram parte desse boletim.
A feira começa um mês antes para aqueles que trabalham montando, pregando, colando.enfim..É uma correria ,durante a feira também, para mantê-la em ordem e em segurança. E para garantir o sucesso desse evento, centenas de pessoas trabalham, dia e noite.
Confere aí, no link abaixo, o resultado desse trabalho ;)
Segundo a chefe de divisão da Secretaria da Justiça e Desenvolvimento Social (SJDS), Simone Matos dos Reis, mais de mil refeições são servidas diariamente no Restaurante Popular, através do programa Restaurantes Populares, implantados nos municípios com mais de 100 mil habitantes, por meio de cooperação entre o Governo Federal, o Distrito Federal e os governos locais.
Conforme a supervisora do Restaurante Prato Popular, Ângela Oliveira, chegam a fornecer por diariamente cerca de 330 refeições. “Como o restaurante é voltado ao público mais carente, moradores de rua, aposentados, crianças de rua, muitas vezes essa é a única refeição que eles têm no dia. A realidade é triste”, conta. Por trabalhar desde o início da implantação do restaurante, Oliveira fala que conhece a maioria dos freqüentadores e que muitas vezes eles não possuem todo o dinheiro para pagar a refeição. “ Às vezes eles não têm R$ 1,00 para pagar, mas acabamos deixando passar. Sabemos que o dinheiro deles é contado”, destaca Oliveira. Ela conta que o cardápio diário é sempre variado. “Sempre servimos arroz, feijão, um acompanhamento, carne, salada e um copo de coca-cola” explica Ângela Oliveira.
Já para a Nutricionista do Restaurante Popular de Porto Alegre, Etiene Rewell, o cardápio não é muito variado, porém é uma refeição balanceada. “Infelizmente não temos muita variedade, pois não temos muitas condições. Servimos sempre o arroz e o feijão, além de um complemento, que pode ser uma batata ou um outro legume, carne e uma salada. Às vezes não conseguimos colocar legumes todos os dias ” explica Rewell.
Diariamente a aposentada Maria do Carmo Medeiros, 73 anos, almoça no Restaurante Popular por opção e diz que. “ Por R$ 1,00 a comida é muito boa, mas bem que poderiam melhorar mais a carne, ter mais variedade.”
A nutricionista ressalta que não possuem nenhum tipo de doação e que a meta é ter parceiros, como empresas e ou instituições. Segundo Rewel, a ideia é oferecer a refeição por um preço baixo e não simplesmente dar. Desta forma eles voltam a ter um papel ativo na sociedade. “Muitos vêm aqui e acham muito legal poderem pagar um almoço para um amigo. O foco do restaurante é atender as pessoas que estão a beira da sociedade, mas muitos são trabalhadores e por opção almoçam aqui”, afirma a nutricionista.
O guardador de carros da Rua Albeto Bins, Renato Alexandre da Silva, 43anos, salienta que o restaurante podia abrir aos sábados e domingos. “Seria muito bom se abrissem no final de semana e se dessem café da manhã e janta” opina Silva.
Os RP's, como são conhecidos, procuram atender prioritariamente, a trabalhadores formais e informais de baixa renda, desempregados, idosos e populações em risco social dos centros e periferias urbanas. Prestam importante serviço público para promoção do direito humano à alimentação adequada dos trabalhadores.
O total dos recursos gastos pelo Estado e pela entidade gestora somam em torno de três mil e 800 reais ao mês.
End.: Rua da Conceição, nº165 – Castelo Branco
Bairro: Centro- Porto Alegre
Horário: 2ª a 6ª feira, das 11h às 14h
Preço: R$ 1,00
End.: Av. Polônia com Rua Santos Dumont
Bairro: Navegantes, Porto Alegre
Horário: 2ª a 6ª feira, das 11h30 às 13h30
Preço: R$ 1,00

Eu sei que tudo mudou
Também sei que o vento mudou
Sei que as escolhas são minhas
Também sei que tudo que eu fiz foi por força minha
Eu sei que o vento que passou não irá voltar, pq ele passa somente uma vez
Eu também sei que o que eu vivi não irá mais voltar, muito menos irá se repetir pq é somente uma vez.
Também sei que as experiências são benéficas sejam elas boas ou más, mas são benéficas.
Eu sei..Eu sei...
Eu sei que as escolhas que eu fiz foram por que eu quis e outras por que eu não fiz
É ,eu sei...mas não sei nada do que eu queria saber
Algumas explicações eu procuro em mim e as encontro, mas outras, não...
É, eu sei que muitas situações acontecem sem eu perceber, assim, simplesmente
Também sei que algumas situações aconteceram e tomaram uma proporção que eu nem imaginava..
É, eu sei..mas não sei nada do que eu queria saber....

foto: Uriel Gonçalves- Eu sempre quis usar um gesso no braço.
Alguém aqui já quebrou um braço ou uma perna e usou gesso?
- Tem coisa mais legal que engessar um braço e depois
ir para o colégio e os colegas todos escreverem nele?
Ser o cara popular e as meninas encherem o gesso de 'coraçõeszinhos',
escreverem versinhos e deixarem recadinhos. Quem não quis isso? Eu quis!
Com esses questionamentos o escritor, professor, poeta e jornalista, Fabrício Carpinejar iniciou o seu bate-papo com o público que estava presente no estande da Caixa Econômica Federal, na tarde desta quarta-feira, (03/11).
Diante dos olhos atentos e interrogativos das pessoas para aquele homem de unhas pintadas de verde musgo (somente em uma das mãos), óculos azul que lembram ao do Homem Mosca, personagem do cinema norte-americano da década de 20 do século passado, Carpinejar indagou em voz alta ao público presente as questões mencionadas na abertura do texto. E assim a conversa prosseguia enquanto os que passavam próximo do escritor, chegavam de mansinho para prestar atenção nas suas palavras e no modo irreverente e verdadeiro que ele interpretava o cotidiano através de suas crônicas. As risadas eram frequentes, pois o óbvio é o cotidiano e que ninguém arrisca dizer como ele realmente é. No entanto, o autor Fabrício Carpinejar fala e com muito firmeza e convicção.
Para a professora Nanci Mantovani, 47 anos, as crônicas do autor são muito pontuais. "Gosto muito das crônicas dele. Leio muito no jornal, porém ainda não tive a oportunidade de comprar os livros. Vou ver se aqui na feira eu compro", ressalta Mantovani com os olhos atentos ao escritor.
Conforme Carpinejar, o amor tem que ser mais direto possível, na forma de falar e de sentir. "É no amor que vamos enxugar as nossas lágrimas, com as mangas da camisa, quando choramos e ouvimos Amado Batista", enfatiza o autor ao falar que amor não é brega.
Fabrício trabalhou como repórter no jornal VS, em São Leopoldo, e como assessor de imprensa da Unisinos. Quando questionado sobre as vivências e experiências no jornalismo ele responde: "O jornalismo fez eu ter mais curiosidade, sobretudo a ter persistência e não me contentar com somente uma perspectiva", enfatiza Carpinejar.
O autor de 37 anos é filho de pais também poetas, Carlos Nejar e Maria Carpi. Eles deram origem ao seu sobrenome artístico do escritor, que resultou da união de seus sobrenomes, ao lançar o primeiro livro, 'As Solas do Sol', em 1998, e assinar Carpinejar.
Diante de tanto sucesso e quase nenhuma brecha em sua agenda, o escritor que atualiza os três blogues e ministra aulas no curso de Formação de Músicos e Produtores de Rock, na Unisinos, - será que ainda sobra tempo para ler? - "Claro, leio e muito, e estou lendo agora Um erro emocional de Cristovão Tezza" - responde o jornalista.
Escritor de 16 livros lançados em pouco mais de uma década de carreira literária, Fabrício coleciona quase duas dezenas de prêmios, com destaque para o Açorianos de Literatura por Um Terno de Pássaros ao Sul, em 2001, o Prêmio Nacional Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, por Biografia de uma Árvore, em 2002, e o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, na categoria Contos e Crônicas, por Canalha, em 2009.
Carpinejar é seguido na sua página do twitter por mais de 70 mil internautas, e nela dispara frases curtas e diretas de interpretação ímpar sobre fatos do cotidiano. Parte dessas reflexões, de até 140 caracteres, estão publicadas no livro www.twitter.com/carpinejar, em 2009.
Nos dias 11, 12 e 13 o escritor vai ministrar a oficina "Amar é..." Sempre às 19 horas, na Biblioteca do Centro Cultural CEEE Érico Verísssimo (CCCEV).
Tudo acontece pela sintonia. Pela forma de falar, olhar, sentir, enfim é marcada pela sinergia. Nem o tempo, nem a distância, o tempo que durar, nunca irá se apagar. Pode sim esmorecer, acalmar, mas esquecer não. Se for verdadeiro, se for forte, sincero, transparente, compreensível, tudo supera. Podemos nos falar pouco às vezes, mas sabemos o que sentimos um pelo outro. Não escondemos. Falamos na cara, somos verdadeiros e sinceros. Sem frescuras, sem melindres, sem soberba ou até mesmo vergonha. Sim, uma amizade verdadeira tem dessas coisas, ou melhor, tem muita mais que isso. Tem verdade no sentimento, nas palavras, no olhar, nos cuidados, no companheirismo, na admiração, na liberdade, na responsabilidade, enfim, é bem extenso o que uma amizade real pode trazer e o que ela pode carregar. Assim, escolhemos.
Sempre que nos encontramos relembramos o dia em que nos foi concedido aquele início de amizade , no entanto, tento buscar algo na memória. Tento lembrar como tudo começou, me esforço para recordar como foi a aproximação, mas não lembro. Quando fui ver ele já estava na minha vida dando palpites. ehheh. Acho que até foi por isso que não lembro, pois ele já estava tão presente que não foi preciso de um momento para ressaltar a sua presença na minha vida.
A sintonia já foi maior, mas hoje quando nos vemos, nos ligamos ou nos falamos frente a frente, ela vibra, é, não como antes, sobretudo não foi perdida. Sempre me lembro das suas risadas e dos seus sarcasmos. Fizemos e presenciamos várias situações. Muitas experiências. Várias lembranças boas e outras nem tanto, - que ele adora lembrar- mas o tempo que ficamos nos vendo todos os dias foi uma experiência muito boa e que recordamos quando a nostalgia bate a nossa porta. Escrevo isso, por que tudo tem o seu tempo. A sua chegada e a sua partida.
Lembranças de um passado tão recente, mas tão longe, ou seja, não volta mais. Tudo que fizemos naquela época foi o momento que tinhámos que fazer. Todas as vontades, os sonhos plantados, as verdades e mentiras ditas, as omissões e as realizações no agora. Nem tudo que planejamos ainda aconteceu, mas algumas delas sim! Fico feliz e muito por isso, mas sei que ainda temos uma longa caminhada pela frente. Ainda iremos fazer aquelas viagens e rir muito do que se passou. Ops, as risadas, nossa esse é o nosso diferencial. Somos o que somos hoje pelas nossas escolhas. Sim, definitivamente! Somos jovens ainda e temos muito o que conquistar e galgar. O contato não é como antes, mas o que vibrou naquele tempo e o que sinto hoje é o fruto de uma experiência valiosa e que muito aprendemos. Objetivos diferentes e muitas coisas em comum.
No caminho sempre teremos escolhas a fazer e assim determiná-las.
A apresentação de uma hora e meia embalou o público com 15 músicas que incluiu os principais sucessos. Da formação original estavam Jim Kerr (vocal), Charlie Burchill (guitarra) e Mel Gaynor (bateria), e acompanhando a banda desde o começo desta década, o baixista Eddie Duffy e o tecladista Andy Gillespie, além da incrível backing vocal Sarah Brown.
Domingo fui no MARGS par ver "Portinari na Coleção Castro Maya". É a primeira grande exposição do artista em Porto Alegre que traz uma seleção de pinturas, desenhos e gravuras realizadas entre 1938 e 1958, além de ilustrações de livros e documentos. A coleção de obras que compõe a mostra raramente deixa o Museu da Chácara do Céu, uma das unidades dos Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro, detentor do maior acervo público de Portinari.
A mostra enfoca a obra de Cândido Portinari pelo viés da amizade tecida entre ele e o mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya. São cerca de 50 trabalhos selecionados pela curadora Anna Paola Baptista. Entre eles destacam-se O sonho, Lavadeiras, A barca, O sapateiro de Brodósqui e uma série de desenhos sobre Dom Quixote. O menino do papagaio, um óleo sobre tela de 1954, que pertence ao acervo do MARGS, integra a exposição (foto acima).
Aproveitem, é muito legal a exposição! Faz muito bem para a mente! Ah, e recomendo tomar um cafezinho depois, é um complemento muito bom para qualquer dia da semana e faz bem para o corpo !!


Eu quero ficar nu diante dos seus olhos
Falar bem perto do seu ouvido
Decifrar tua alma e os gemidos
Temos tempo pra viver
Quero descobrir o amor de novo
Encontrar em alguém o que eu procuro
Livrar o amor do escuro
E destruir o muro
Que cerca meu coração
Vai ser bom pra mim
Ficar só é tão ruim
Vai ser bom pra mim
Ficar só é tão ruim
A vida me sorriu, permitiu você nascer
Estrela pra dar sorte
Por tudo o que a gente fez
É pura tua luz, teu rosto, teu olhar
Quando você está longe
A mim só resta lembrar
Quando você não está por perto
Meu mundo é um deserto no frio
Frejat

